População de Moma leva um dos directores da mineradora Haiyu Mozambique Mining para o Tribunal

INTEGRITY-MOÇAMBIQUE, 10 de janeiro de 2024-O assistente do director da Haiyu Mozambique Mining, Jiapo Yang, mais conhecido por Joel, foi constituído arguido denunciado pela população do distrito de Moma de os ter ludibriado e/ou burlado durante o processo de indemnização de benfeitorias em áreas onde a empresa opera nas comunidades de Mponha, Nacalela, Muripa, Natupi, Coropa e Mpuitine.

O processo corre no Tribunal Judicial do distrito de Moma e uma fonte local assegurou ao “Integrity” que o visado nega pagar as custas judiciais e sempre que é  solicitado “dá voltas”.
“Ele andou a comprar pessoas para falarem com a população para aceitar que pague pouco pelas nossas machambas”, disse um produtor de Mpuitine, que anota que “ele vinha aqui com dois senhores, um de Micane e outro daqui mesmo de Mpuitine”.
Contam as nossas fontes que Yang “pagou muito abaixo do que devia pagar” e que “sempre ele disse que não tem medo de ninguém porque já pagou dinheiro ao administrador do distrito e outras pessoas do Governo e do Tribunal para que não lhe façam nada”.
Igualmente, apuramos que um dos indivíduos que o ajudou a convencer a população para aceitar pagamentos irrisórios, também, intentou uma acção judicial no distrito de Moma, pois e Jiapo Yang não pagou o que havia o prometido.
“Integrity” contactou o visado, o qual recomendou que enviássemos o nosso endereço de e-mail para que possa reagir, mas até ao fecho desta matéria não o tinha feito.
A Haiyu Mozambique Mining é uma mineradora chinesa que opera na província de Nampula, concretamente nos distritos de Angoche e Moma. No distrito de Angoche, onde iniciou as suas operações já, também, esteve em volto de escândalos ligados a reassentamentos e indemnizações, facto que ter merecido um relatório da Amnistia Internacional. (INTEGRITY)
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