IMN – MOÇAMBIQUE, 07 de Julho de 2022 – Trata-se de um projecto de doutoramento que o Docente de Química, na UNIPÚNGUÈ, Djabrú do Rosário, 39 anos de idade, 12 destes dedicados à docência e pesquisa em Química, decidiu fazer das cinzas, farelo e restos de comida objectos de investigação.
Segundo consta numa nota publicada na página oficial do Facebook daquela instituição de ensino superior a que pertence, a mesma foi realizada junto de universidades nacionais e internacionais, do Rosário procura produzir produtos químicos de uso humano com base em “dejetos” e material descartado na natureza, como parte do seu projecto de doutoramento.
E os resultados não se fazem esperar. Djabrú introduziu nas comunidades e academias uma linha de gás, adubo, sabão e álcool à base de restos de comida, cinzas, farelo e descartes de batata-doce. Em reconhecimento do seu trabalho, Djabrú do Rosário mereceu dois galardões, designadamente, “Feel Good Scientist” e “Chief of Calmness”, da University of Education-Heidelberg, Alemanha, a 22 de Junho.
Os troféus foram conseguidos com a participação do investigador na International Science Slam, evento internacional de apresentação de resultados de pesquisa, a convite do International Office, uma entidade gestora de bolsas de estudo.
Com os seus projectos e protótipos, o pesquisador espera utilizar a ciência e a tecnologia na resolução dos problemas das comunidades e assim promover o envolvimento de universidades, escolas, indústria e a comunidade na construção do conhecimento. Das pesquisas em curso, Djabrú destaca a tecnologia de transformação de óleos queimados de viaturas movidas a gasolina e diesel em detergente e ceras como a que apresenta resultados promissores. (Integrity)