Eleições na AEU-UEM: Fraude eleitoral “azeda” a relação entre estudantes e a reitoria

É uma situação equiparada com a histórica eleição liberiana de 1927, entre Charles D. B. King e Thomas J. Faulkner, em que haviam menos de 15 mil eleitores registados em todo o país, mas Charles acabou vencendo as mesmas com cerca de 243 mil votos e seu adversário ficou com nove mil votos.

Já nas eleições da Associação dos Estudantes Universitários de Universidade Eduardo Mondlane (AEU-UEM), a situação é quase similar, conforme apuramos.

Segundo dados em nossa posse, em nenhuma urna havia acima de 120 votos, mas estranhamente apareceram nove urnas com mais de 700 votos, numa altura em que grande parte dos estudantes já não se fazem presentes as suas respectivas faculdades. Este facto criou uma onda de repúdio e tensão entre os estudantes pertencentes a Lista B e a reitoria da maior e mais antiga universidade do país – UEM.

Visando repor aquela que acreditam ser a verdade eleitoral, os membros da Lista B, representados pelo estudante do 3º do curso de ciências biológicas, da Faculdade de Ciências, Nabi José Raimundo submeteu uma carta de contestação dos resultados das eleições para a presidência da AEU-UEM ao Magnifico Reitor da Universidade Eduardo Mondlane.

Segundo os estudantes “no momento da abertura das mesas da Assembleia de votos, não decorreram, em todas as mesas, a contagem prévia dos boletins de votos existentes em cada mesa o que colocou em causa a transparência do processo eleitoral.”

De acordo com os estudantes “durante o processo de votação, algumas mesas, a título de exemplo, as mesas de voto da Residência 4, não houve a contagem e registo dos números de eleitores pelos membros de mesa de voto, desconhecendo-se, deste modo, o numero exato dos eleitores que participaram no escrutínio nestas mesas.” Entendem os estudantes que “no fim do processo de votação, os votos não foram contados nas mesas tendo os membros da comissão eleitoral se dirigido a cada mesa para a recolha das urnas e o transporte para o ponto da contagem de votos.”

Na carta enviada a reitoria, os estudantes denunciam o esquema montado pelo Presidente da Comissão Eleitoral e acusam-lhe de ter fabricado os resultados eleitorais. Conforme explicam “surgiram nove urnas que não se sabe até aqui a sua origem, onde todas tiveram números de votos exacerbados, ou seja, muito acima do fluxo de estudantes e escolas no dia do escrutínio, onde a maioria dos boletins estavam dobrados apenas uma vez e com centenas de votos consecutivos arrumados de forma ordeira.”

Prosseguindo, os estudantes pedem a revogação dos resultados das eleições, mas entretanto, conforme apuramos a reitoria preferi a validar os resultados tidos pelos membros da Lista B como fraudulentos. (INTEGRITY)

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