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Home Dossiers Integrity Investigação Integrity

O sistema de Rift Leste Africano e a divisão inevitável de Moçambique – Por Sufiane Nambera *

30 de Junho, 2022
em Investigação Integrity
Reading Time: 5 mins read
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Moçambique África
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IMN – MOÇAMBIQUE, 30 de Junho de 2022 – Moçambique é atravessado por uma zona de separação de placas, que vem desde o Mar Vermelho até o Oceano índico.

A zona Este do continente Africano é palco de intensas actividades geológicas e únicas em todo o continente Africano, desencadeados por um Sistema de Rifts denominado: Sistema de Rift Leste Africano. Na verdade, são fracturas profundas na superfície da Terra provocadas pelo movimento lento, mas violento das placas tectónicas.

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A tendência é que tal movimento se desenvolva gradualmente até formar grandes aberturas na superfície da Terra por onde irá passar um novo Oceano. Mais tarde este Oceano se desenvolve, atinge a maturidade, o estágio senil e mais tarde o estágio terminal, no estágio terminal (que pode ser observado na região do Mediterrâneo) inicia um novo processo de fechamento, onde o Oceano fecha-se mediante a aproximação dos continentes. Este fenómeno é explicado por Jhon Tuzo Wilson em seu modelo sobre a abertura e fechamento dos Oceanos denominado Ciclo de Wilson.

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O Ciclo de Wilson é composto por 6 fases, sendo todas elas representadas por eventos específicos que podem ser observados e analisados actualmente.

O primeiro estágio do Ciclo de Wilson denomina-se estágio embrionário, esta fase do processo observa-se no Rift Leste Africano e é caracterizado pelo adelgaçamento e soerguimento da litosfera. O motor que acciona o movimento das placas tectónicas ainda não é muito bem caracterizado, mas a hipótese mais aceite é a existência de correntes de convecção no manto, desencadeadas pela energia residual da formação da terra e as reacções nucleares provocadas pelos elementos radioactivos do núcleo Terrestre. A expressão mais superficial das correntes de convecção seria então os movimentos das placas tectónicas.

O segundo estágio denomina-se estágio juvenil, actualmente esta fase pode ser vista no Mar Vermelho. Nele ocorre a fragmentação da massa continental mediante coalescência geradas pelos pontos quentes (hot spots), separação das porções continentais e o início da expansão do Oceano.

O terceiro estágio é o estágio de maturidade, com a representação no Oceano Atlântico. Ocorre neste estágio a expansão do Oceano através da formação contínua de nova crusta, também ocorre a acumulação de sedimentos nos fundos oceânicos e principalmente nas margens passivas.

O quarto estágio é o estágio Senil, actualmente observado no Oceano Pacífico. Caracteriza-se pela formação de fossas e o início do processo de subducção do tipo B (zonas onde uma placa colide com a outra e a mais densa mergulha por baixo da outra, ocorrendo continuamente a destruição da placa subdutora), formam-se arcos insulares ou magmáticos e as bacias associadas.

O quinto estágio é o estágio terminal, representado actualmente pela região do Mediterrâneo. Nessa fase ocorre o fechamento do Oceano mediante a aproximação das porções continentais, a colisão deles leva à formação de faixa orogênica e da sutura.

O sexto estágio é o estágio de geossutura, típico da região dos Himalaias onde o Oceano fecha-se por completo, ocorrendo a formação de subducção do tipo A, forma-se nesse estágio altas cadeias montanhosas e platôs.

Portanto, o Ciclo de Wilson é um processo dinâmico e contínuo onde novos Oceanos são continuamente formados e os antigos fechados. Actualmente o desenvolvimento do Rift africano encontra-se em um estágio bem mais desenvolvido na região do mar vermelho e no estágio embrionário, no território Moçambicano, onde observa-se o adelgaçamento e soerguimento da litosfera por efeito de anomalias térmicas em profundidades.

Rift leste Africano. Região Norte e Centro de Moçambique (A); Região Sul de Moçambique (B).

O Rift leste Africano é um dos mais extenso da superfície da Terra, partindo desde a Jordânia, no Sudoeste da Ásia, a Moçambique, no Sudeste da África, com uma extensão de cerca de 6400 km e uma largura média que varia entre 48 e 64 km. É constituído por dois braços, sendo o braço principal (o braço de Este) estendendo-se desde o Rio Jordão e Mar Morto até Quénia, o mesmo continua na parte Sul, através de Moçambique onde passa nos arredores da Cidade da Beira até o Oceano índico, com uma extensão de 4000 km. 

O segundo braço, o braço Oeste, passa através de Uganda e Ruanda, enquanto a parte Sudoeste é constituída pelos rifts de Luangwa e Kariba na Zâmbia até Botswana. O Braço Este é o mais antigo que o Braço Oeste e as actividades vulcânicas e tectónicas nesse braço iniciaram a 35 milhões de anos.

Portanto, em um futuro distante Moçambique poderá ser dividido, passando um novo Oceano desde o lago Niassa e Chirua até a região da Cidade da Beira, estando toda a porção Norte do país, incluindo a Cidade da Beira separada de África. Há que referenciar que este processo pode ser interrompido em qualquer uma das fases antes mesmo de completar o Ciclo por vários motivos.

Referências

WILSON, J.T. Did the Atlantic close and then re-open? In: Nature, 211, pp. 676-681, 1966.

DIAS, R. et al. Os ciclos de Wilson numa perspectiva da CPLP: um contributo para o ensino da Geologia nos países lusófonos. In: Comunicações Geológicas, 101, Especial III, pp. 1251-1253, 2014.

CHEVALIER, Henri. Metade de Moçambique pode sair de África. In: https://www.conexaolusofona.org/metade-de-mocambique-pode-sair-da-africa/

 

*Licenciado em Geologia com Habilitação em Geologia de Engenharia e Hidrogeologia pela extinta Universidade Pedagógica da Beira (Actual UNI-Licungo).

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