Citado pela Lusa, o governante afirmou que os tumultos não ajudam no desenvolvimento, alegando que os mesmos “fizeram com que o País recuasse muitos passos”, causando prejuízos para o ambiente de negócios.
“Regredimos aos anos 80 ou um pouco antes. Nem Moçambique, nem nenhum outro país merecem viver em insegurança”, avançou o ministro, acrescentando que o Executivo está a mobilizar recursos para ajudar os municípios que ficaram sem infra-estruturas mínimas para o funcionamento da administração pública.
Em Dezembro, durante a apresentação do Estado Geral da Nação, o chefe do Estado, Daniel Chapo, destacou que os danos causados pelas manifestações tiveram um impacto profundo na economia e no tecido social, acrescentando que os fundos inicialmente destinados ao desenvolvimento foram redireccionados para a reconstrução de infra-estruturas destruídas.
“Os fundos que deveriam financiar novas fontes de água, energia para as comunidades, medicamentos para os hospitais públicos e carteiras escolares para as nossas crianças tiveram de ser usados para reparar escolas queimadas, hospitais vandalizados e armazéns de medicamentos destruídos”, disse.
Para reparar alguns danos, o Governo comunicou a criação de uma linha de crédito bonificada no valor de 156 milhões de dólares destinada a apoiar empresas que foram severamente afectadas pelos episódios de manifestações violentas. O anúncio foi feito pela ministra das Finanças, Carla Louveira, durante um evento organizado pela Confederação das Associações Económicas (CTA), no âmbito do lançamento de medidas financeiras para a recuperação económica.
A dirigente explicou, no ano passado, que a iniciativa visa proporcionar alívio financeiro às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) que enfrentam dificuldades de tesouraria e de investimento após a destruição de infra-estruturas e bens essenciais para o seu funcionamento.
“Estamos cientes do impacto significativo que estas manifestações tiveram sobre o tecido empresarial do País, comprometendo a sustentabilidade de muitos negócios. Esta linha de crédito surge como uma resposta concreta para mitigar esses efeitos e permitir a retoma das actividades económicas”, afirmou Carla Louveira.
Segundo organizações não-governamentais que acompanham o processo eleitoral, cerca de 400 pessoas perderam a vida em resultado de confrontos com a polícia, conflitos que cessaram após encontros entre Mondlane e Chapo, em 23 de Março e 20 de Maio, com vista à pacificação do País. (LUSA como DE)







