Durante dois anos nesta mesma sala, fiz parte dos cinco cidadãos que acompanharam de perto o diálogo entre a RENAMO e o Governo de Moçambique. Está documentado, não está publicado, mas está documentado. Foram 100 e tal actas. A discussão foi muito pobre durante aquele tempo todo. Estava a se discutir divisão do poder e em nenhum momento se falou em desenvolvimento, em nenhum momento se falou no povo em 100 e tal actas.
Fez-se depois aquilo que chamou de acordo de cessação das hostilidades. Fizemos uma grande festa na Presidência da República, a Comunidade Internacional foi buscar o Dhlakama na Gorongosa. Em 2014 fomos votar na Escola da Polana, por acaso cruzei contigo mamã Graça e o Dhlakama também estava lá e disse estás vão ser as eleições mais democráticas, porque nós chegámos à conclusão que distribuímos bem e os meus homens estão lá. Os homens estavam na CNE, no STAE, então eram eleições democráticas (…).
Entretanto, em 2015, Dhlakama sofreu duas emboscadas, fugiu para Gorongosa e nós fomos chamados para ir buscá-lo e foi cercado na casa dele da Beira. Onde é que está a reconciliação?
“Esta questão fundamental de discussão de distribuição de poder, em vez de discussão dos problemas do povo, eu faço minhas, as palavras do Professor Severino Ngoenha, que são a real razão que eu não acredito nos reais resultados deste processo senão mudarem a agulha, tal agulha que provoca dor”, disse Lourenço do Rosário. (O.O.)








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