A programação, totalmente gratuita, ocupa diversos equipamentos culturais da cidade com rodadas de negócios, palestras, oficinas, showcases, espetáculos e feiras criativas. Ao todo, mais de 150 delegados de vários países, 350 empreendedores brasileiros foram selecionados entre mais de 1.540 inscrições, representando 15 sectores da economia criativa estarão presentes: Áreas Técnicas, Artes Visuais, Artesanato, Audiovisual e Animação, Circo, Dança, Design, Editorial, Gastronomia, Hip-Hop, Jogos Eletrônicos, Moda, Museus e Patrimônio, Música e Teatro.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, explica que “A cultura não só alimenta a alma, traz conhecimento, capacidade crítica e felicidade, como também gera emprego, renda e é imprescindível para o desenvolvimento do país. Por isso é necessário e urgente que a dimensão econômica da cultura seja definitivamente incorporada como eixo transversal de políticas públicas, seja por sua extrema relevância no mercado global, seja pelo que representa para o fomento ao próprio setor. É nesse contexto que se apresenta o Mercado das Indústrias Criativas do Brasil, um mega encontro de negócios da cultura, parte central da política pública do Ministério da Cultura e importante mecanismo de incentivo aos setores criativos brasileiros”.
Durante o encontro, Amosse Mucavele apresenta a visão do MICMZ, iniciativa moçambicana que será realizada no próximo ano e que pretende fortalecer o ecossistema criativo do país. Paralelamente ao MICBR, começam no dia 4 em Maputo várias acções de divulgação do MICMZ, com participação de artistas brasileiros e com o apoio da Flotar-Harmonian.
Mucavele sublinha que a presença de Moçambique no evento brasileiro é “um passo fundamental para posicionar o país no mapa global das indústrias culturais e criativas”.
“O MICBR oferece uma oportunidade ímpar de ampliar a nossa rede de contactos, criar novas parcerias e abrir portas para coproduções internacionais. Moçambique tem talento, tem criatividade e tem histórias para contar ao mundo. O que precisamos é fortalecer os caminhos de circulação e de comercialização da nossa produção cultural”, destaca o diretor.
Mucavele explica ainda que o MICMZ pretende internacionalizar bens e serviços culturais moçambicanos, incentivar o associativismo, fortalecer as cadeias de valor e criar uma plataforma estável de oportunidades comerciais para artistas e empreendedores do país.
“Queremos reforçar que a cultura também é economia. É emprego, é inovação, é futuro. Moçambique tem de estar na mesa onde as grandes conversas da criatividade global acontecem e o MICBR é uma dessas mesas”, acrescenta Mucavele.
Além das rodadas de negócios, Mucavele participa no dia 4 de dezembro, às 14h, no painel “Territórios criativos que leem: sustentabilidade e redes de eventos literários”. O debate reúne a curadora mexicana Chantal Garduño, o editor brasileiro Talles Azigon e Fabiano Piúba (SEFLI/MinC), com moderação de Jefferson Assunção, Diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Brasil.
A edição deste ano destaca-se pela forte presença da Ibero-América, representada pelos países do Programa Ibero-americano de Indústrias Criativas (PIICC), coordenado pela Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI). Delegações de compradores e vendedores culturais de toda a região participam do encontro.
Para Mucavele, este é um momento crucial para Moçambique “estreitar laços culturais com os países do Ibero-América, o que permitirá ampliar o seu diálogo com mercados que partilham valores culturais próximos e desafios semelhantes.”
Ao longo do MICBR, serão apresentadas as estratégias do MICMZ para impulsionar o sector criativo moçambicano, incluindo: estímulo à circulação de bens e serviços culturais; promoção da internacionalização da produção nacional; fortalecimento das cadeias de valor; apoio à profissionalização dos agentes culturais; criação de condições para ampliar a participação de Moçambique em mercados regionais e globais.
O Mercado das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique (MICMZ) é uma iniciativa estratégica que vai transformar as indústrias culturais do país em um motor de desenvolvimento sustentável, criação de empregos e promoção da cultura moçambicana no cenário global.







