Um relatório recente da Organização das Nações Unidas para o Combate a HIV (sigla inglesa UNAIDS) indica que o número de pessoas vivendo com HIV pode aumentar de 40 para 50 milhões até 2050, caso não haja uma redução expressiva nas novas infecções. A tendência preocupa sobretudo países da África Austral, entre eles Moçambique, onde a prevalência permanece entre as mais altas do mundo.
Moçambique: prevalência elevada e jovens em maior risco
Moçambique continua entre os dez países com maior prevalência de HIV no mundo. Dados da UNAIDS e do Ministério da Saúde (MISAU) apontam que cerca de 2,1 milhões de moçambicanos vivem com HIV, a prevalência nacional ronda 12%, com picos acima de 18% nas províncias do centro e sul, e que mais de 100 mil novas infecções são registadas anualmente e ainda adolescentes e jovens do sexo feminino continuam a ser o grupo mais vulnerável.
Apesar dos progressos no acesso ao tratamento anti-retroviral, a taxa de novas infecções continua elevada, colocando o país numa posição de risco caso a resposta global sofra interrupções.
Nova PrEP injectável oferece esperança — Moçambique pode beneficiar
No meio das incertezas, a AVAC destaca uma “oportunidade histórica” para acelerar o controlo da epidemia. A expansão global da profilaxia pré-exposição (PrEP) injectável de longa duração, baseada no medicamento lenacapavir (LEN).
Moçambique está entre os países identificados como potenciais beneficiários de programas de introdução acelerada da PrEP de longa duração, sobretudo para grupos alvos como jovens e adolescentes, profissionais do sexo, mulheres casadas em relações com risco não reconhecido e populações urbanas com maior mobilidade.
A tecnologia, administrada somente duas vezes por ano, tem potencial para superar desafios como falta de adesão diária às pílulas de PrEP e limitações geográficas de acesso aos serviços de saúde.
O Fundo Global e o PEPFAR já anunciaram que vão disponibilizar doses para dois milhões de pessoas em 12 países até 2028 — um número ainda distante da meta global de 20 milhões de utilizadores até 2030.
Comunidades moçambicanas devem ter papel central
A AVAC sublinha que nenhuma inovação terá impacto real se não for acompanhada de uma liderança forte das comunidades.
Em Moçambique, organizações comunitárias já desempenham papel essencial no rastreio, aconselhamento, prevenção combinada e retenção no tratamento, desde associações de mulheres vivendo com HIV às redes juvenis urbanas e rurais.
A organização recomenda que o país reforce programas comunitários para adolescentes e jovens, iniciativas de prevenção dirigidas a raparigas e mulheres jovens, participação directa das comunidades na planificação dos novos modelos de prevenção, incluindo a PrEP injectável.
Cortes à investigação preocupam África Austral
A AVAC alerta ainda para a ameaça representada pelos recentes cortes nos investimentos norte-americanos na investigação biomédica. Para Moçambique, país que depende fortemente de apoio externo para testes, vigilância epidemiológica e programas de prevenção, reduções dessa natureza podem comprometer décadas de progresso.
A organização apela à continuidade da investigação sobre vacinas, anticorpos neutralizantes, métodos multipropósito e novas modalidades de PrEP — áreas essenciais para regiões com epidemias generalizadas como a África Austral.
Oportunidade depende de coragem política
A AVAC conclui que o mundo, incluindo Moçambique, com capacidade técnica e científica para pôr fim à epidemia em uma geração, mas falta “coragem política” para garantir escala, rapidez e equidade na implementação das soluções.
“O mundo tem todas as condições para acabar com o HIV durante a nossa vida. Agora, é preciso coragem política para o fazer”, reforça o comunicado da organização.
No país, várias organizações permaneceram em vigília com velas acesas da noite de Domingo para Segunda-feira, dia mundial de combate a HIV, numa iniciativa das direcções provinciais de saúde e seus parceiros, como forma de consciencializar os financiadores a continuarem a lutar pela causa. (Rodrigues Luís)








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