A Syrah Resources anunciou que este valor corresponde a uma nova parcela de um empréstimo aprovado pela International Development Finance Corporation (DFC), agência de financiamento ao desenvolvimento do Governo norte-americano.
Trata-se do primeiro empréstimo do género atribuído pela DFC, que integra um pacote total de 150 milhões de dólares (9,5 mil milhões de meticais), evidenciando a importância estratégica de Balama para a segurança da cadeia de abastecimento de minerais críticos.
“O acordo reforça o papel de Balama na segurança da cadeia de abastecimento de minerais essenciais e apoia as prioridades dos EUA em energia, transportes e segurança nacional”, destaca o comunicado da mineradora australiana enviado aos mercados financeiros.
A agência norte-americana decidiu adiar o pagamento de juros deste financiamento para Maio de 2026. Para garantir o empréstimo, a Syrah Resources compromete-se a emitir garantias sobre as suas acções, demonstrando “o compromisso contínuo da DFC com Balama e a relevância crítica do grafite natural”.
O novo financiamento será utilizado para reforçar o fundo de maneio e a manutenção das operações da mina. Segundo a mineradora australiana, após a conclusão desta parcela, o saldo do apoio será de 68 milhões de dólares (4,3 mil milhões de meticais).
“Balama é a maior operação integrada de mineração e processamento de grafite do mundo, sendo fundamental para a segurança da cadeia de abastecimento e o fornecimento de minerais críticos para a transição energética e os veículos eléctricos nos EUA”, afirmou o Director-Geral da Syrah Resources, Shaun Verner.
Depois de seis meses de interrupção devido à agitação social em Moçambique, a mina registou no terceiro trimestre uma produção de 26 mil toneladas de grafite. As exportações para os EUA e Indonésia foram retomadas a 24 de Julho, depois de o acesso à mina ter sido restabelecido a 5 de Maio e a produção reiniciada a 19 de Junho.
Fonte: Lusa







