O curso Básico de Topografia Militar, concluído esta semana em coordenação com a Assessoria Técnica-Militar Brasileira, visou dotar os finalistas de competências práticas essenciais para ministrar, planificar e executar com exactidão missões críticas, utilizando bússolas e outros meios de orientação e navegação. Esta formação é um catalisador que liga a teoria à prática, fundamental para a localização e neutralização de ameaças em terrenos complexos.
A capacitação é vista como um ganho táctico directo na guerra contra a insurgência em Cabo Delgado. A capacidade de planificar com precisão rotas de patrulha, zonas de desembarque e coordenadas de ataque/defesa, minimizando erros e maximizando a eficácia das operações terrestres, é uma vantagem crítica.
“Os finalistas adquiriram capacidade de implementar as lições apreendidas em proveito direto dos estabelecimentos de ensino militar, garantindo a multiplicação do conhecimento e a melhoria contínua da nossa prontidão operacional,” afirmou o Major-General Tenente Freitas Norte, Comandante do ISEDEF, na Cerimónia de Encerramento.
O Major Haullison do Exército Brasileiro destacou que a partilha de conhecimento entre os dois exércitos fixou o saber através da prática, transformando a cooperação militar num pilar para o desenvolvimento de capacidades autóctones das FADM.
O curso reuniu militares de unidades cruciais na linha da frente da formação e combate, incluindo: ISEDEF, Academia Militar de Nampula, Escola de Sargentos das Forças Armadas de Boane, Escola Prática do Exército, Centro de Formação de Forças Especiais de Nacala.
Esta diversidade assegura que as novas capacidades de orientação e planeamento de missão sejam rapidamente integradas em todos os níveis e especialidades das FADM, reforçando o poder de combate das tropas moçambicanas no Teatro Operacional Norte.
A formação visa garantir que cada militar possa, com autonomia e precisão, contribuir para o aniquilamento das ameaças terroristas e a protecção incondicional da população.







