O acto ocorrido na Quinta-feira (13.03) em Luanda, capital angolana, acontece numa altura em que João Lourenço, Presidente do MPLA, de Angola e da União Africana (UA) actualmente, ficasse mal na fotografia, tomando em conta que também é mediador do conflito envolvendo a República Democrática do Congo (RDC), o M23 e o suposto “dedo oculto de Kagame”.
Venâncio Mondlane e sua equipa ficaram retidos conjuntamente com mais de 13 convidados no Aeroporto 4 de Fevereiro por mais de oito horas. Posteriormente o político moçambicano foi repatriado para África do Sul através do voo da companhia South African Airways, tendo sido fotografado horas depois numa viatura de transporte de passageiros no aeroporto de Joanesburgo.
Entretanto, a acção das autoridades angolanas desencadeou uma onda de manifestações defronte ao aeroporto e chamando João Lourenço de ditador e de vergonhoso o que acontecia, uma vez que entre Moçambique e Angola existe um acordo de livre circulação, ou seja, não há necessidade de vistos.
Horas depois, Venâncio Mondlane publicou na sua página oficial do Facebook a seguinte informação: “Eu e a minha equipe estamos bem. Amanhã farei uma LIVE dando todos os detalhes. ANAMALALA!”
Contudo, após horas de humilhação, as autoridades angolanas libertaram o ex-presidente do Botswana, Ian Khama e os membros do IDC convidados para a conferência sobre democracia organizada pela UNITA em parceria com a Plataforma para Democratas Africanos (PAD) que será realizada em Benguela. Entretanto, Ian Khama anunciou que não iria participar do evento, uma vez que nunca havia passado por algo suis generis.
De referir que o MPLA, o partido no poder desde a independência de Angola, é parceira umbilical da Frelimo, partido que também lidera Moçambique desde 1975, tendo características similares na actuação e perseguição de críticos, jornalistas, activistas e opositores nos seus países. (O.O.)








