Na comunicação proferida via Facebook e que contou com mais de 166 mil visualizações de internautas em directo, Mondlane revelou que um renomado empresário lhe contactou para que aceitasse as migalhas que a Frelimo pretende lhe dar, porque estes já assinaram altos contratos com as grandes multinacionais globais e que esta luta seria inglória, entretanto, conforme explicou acabou respondendo-lhe que o seu compromisso é com o povo moçambicano.
Prosseguindo, Venâncio Mondlane afirmou que nesta 3ª fase da manifestação, os participantes devem se dirigir as Comissões distritais, provincial e nacional de eleições, para que no dia 07 de novembro todos aqueles que têm condições estejam nas ruas e avenidas da cidade de Maputo para alegadamente tomarem o poder.
De acordo com Venâncio Mondlane, os moçambicanos devem consentir o sacrifício para um bem maior e que já chegou a hora da mudança ou salvação da pátria. “Temos que fazer alguma coisa por este País. Vamos manifestar junto das instituições eleitorais. Vamos paralisar tudo por uma semana. Não serão os estrangeiros que vão nos libertar da Frelimo (…)”, disse Mondlane.
“Foram 40 anos de mentiras. Chegou a hora do povo assumir o poder. Vamos todos marchar para Maputo. As FDS vão se juntar ao povo. Não vamos pagar nenhuma taxa, nem no sector informal e muito menos de transporte (…)”, afirmou Mondlane.
Num outro desenvolvimento, Mondlane disse que “o que aconteceu em Mecanhelas não deve acontecer nunca mais.” Assim como, apelou para que os moçambicanos na diáspora devem dirigir-se para as embaixadas com cartazes.
“Eu posso morrer por esta luta. Estou a ser rastreado todos os dias. Existem vários grupos de assassinos nacionais e estrangeiros que estão à minha trás, mas não irei desistir”, disse Mondlane.
Por fim, Mondlane pediu para as FDS desobedecerem as ordens dos generais e se possível prenderem os mesmos. Pediu desculpas às crianças e adolescentes que ficarão sem aulas por estes dias, mas reiterou que é por um bem maior. Criticou o funcionamento do sistema nacional de saúde que segundo ele é um autêntico cemitério. (Omardine Omar)







