A preocupação resulta do registo sistemático de conflitos pós-eleitorais, denúncias de fraudes, ilícitos, crimes que mancham o processo entre outros aspectos. Por isso entende que mesmo com a realização regular de eleições, há mais de 30 anos, persistem vários desafios para a credibilização e confiança nas instituições eleitorais moçambicanas.
É neste sentido que a instituição procurou discutir, na manhã da terça feira (20), junto de todos actores envolvidos nas eleições, a integridade dos processos e confiança nas instituições eleitorais moçambicanas.
“O objectivo deste encontro é discutir a adopção de códigos de conduta eleitoral dos concorrentes e dos agentes de lei e ordem. Queremos que esses instrumentos sejam devidamente implementados a todo vigor”, explicou Osman Cossing coordenador de programas do Instituto para a Democracia Multipartidária.
A Sala da Paz pretende, com este encontro, que acontece a quase dois meses da realização das Eleições Gerais, promover um ambiente que favoreça a realização de um pleito justo e transparente.
“A nossa expectativa é que tenhamos diálogo franco e construtivo. Esperamos identificar soluções e formas concretas para que o nosso sistema eleitoral seja verdadeiramente transparente, justo e inclusivo”, acrescentou Osman.
Por seu turno o vice-presidente da Comissão Nacional de Eleições, Carlos Cauio, convidado a intervir, reconheceu que as temáticas do encontro constituem pilares plenos para o exercício da democracia multipartidária em Moçambique.
Para além disso aproveitou a ocasião para exortar a participação massiva dos moçambicanos no processo eleitoral. Como também apelou que os candidatos e partidos promovam o patriotismo durante a campanha.
“Façamos desse momento um período de reflexão para que todos nós sejamos responsáveis de modo que tornemos as eleições de 9 de outubro memoráveis. Cada um e nós tem um papel a desempenhar para que as eleições decorram de forma ordeira pacífica e que os resultados sejam aceites por todos”, frisou Carlos Cauio.
De referir que o encontro surgiu devido aos acontecimentos que marcaram as últimas eleições autárquicas realizadas no ano passado, que se entende que foram as mais controversas devido aos resultados bastante contestados pelos principais proponentes políticos-eleitorais. (Ekibal Seda)







