Fabião Matsolo, um dos produtores que falou em nome dos seus colegas, disse que os ladrões, ainda a monte, usam viaturas para transportar o arroz que roubam, o que demonstra que conhecem as fragilidades da vigilância dos produtores e das autoridades que velam pela ordem e segurança públicas.
Sem quantificar o arroz roubado, Matsolo disse simplesmente que são enormes. “Muitos produtores dos sectores familiar e empresarial estão afectados por esta situação. Vivemos momentos difíceis, por causa dos roubos da nossa produção. Os malfeitores não o fazem por fome, porque as quantidades que retiram dos campos de produção são enormes e suficientes para iniciar o negócio de venda de arroz”, afirmou Matsolo.
Segundo ele, se a situação prevalecer, os produtores, com destaque para os do sector empresarial, na sua maioria estrangeiros, poderão retirar os seus investimentos. Por seu turno, o administrador do distrito de Limpopo, Virgílio Muchanga, disse que o governo local, em coordenação com as outras entidades, está a trabalhar para a neutralização dos ladrões.
“Estes roubos tinham abrandado, mas voltaram a recrudescer no ano passado. Estamos a trabalhar com os produtores no combate a este crime. Enquanto isso, criámos uma equipa de guardas, contratados para manter a segurança dos campos e, igualmente, vamos procurar aprimorar mais os mecanismos de controlo”, assegurou Muchanga.
O Regadio do Baixo de Limpopo (RBL), empresa pública que gere a terra, água, as infraestruturas hidráulicas e que presta assistência técnica aos agricultores dos distritos de Chókwè, Chibuto, Chongoene e Limpopo, assumiu recentemente que mais de 40 mil toneladas de arroz foram produzidas na campanha agrícola 2023 – 2024, das 42 mil toneladas que tinham sido planificadas. (JN/IMN)







