Tortura em Inhambane: Chefe das operações da PRM em Homoine e seus “quatro comparsas” constituídos arguidos

A Procuradoria Provincial de Inhambane constituiu cinco arguidos, incluindo o chefe das operações do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Homoíne. A medida foi tomada após a denúncia de que os agentes submeteram um casal a tortura para obter uma confissão. Aliás, o vídeo da tortura é esclarecedor.

A decisão da procuradoria de incluir o chefe das operações entre os arguidos pode sinalizar um compromisso com a justiça e a responsabilização, independentemente do cargo ocupado.

Isto acontece Quarenta e oito horas depois de um vídeo posto a circular nas redes sociais ter denunciado a violência com que um casal indiciado de roubo foi tratado, pelas autoridades, como forma de obter a verdade, surgem novos sobre o caso.

Segundo o magistrado do Ministério Público, Pompílio Xavier, são,ao todo, cinco agentes da Polícia envolvidos no acto de agressão. O grupo era liderado pelo respectivo chefe de operações do Comando distrital da PRM em Homoine.

Os agentes já foram constituídos arguidos num processo crime que foi aberto pela Procuradoria Provincial de Inhambane, e deverão responder na justiça pela acção “macabra” que perpetraram contra o casal.

Por outro lado, o Comandante Provincial da PRM em Inhambane, Feliciano Chongo, veio a público e distância-se daquele comportamento que disse ser individual e não da corporação.
Chongo disse ao “O Pais” que os cinco agentes envolvidos na agressão, incluindo o chefe de operações foram suspensos das suas operações e foi instaurado um processo disciplinar para responsabilização administrativa dos polícias.

O nosso interlocutor garantiu que a corporação não será branda com os agentes, para garantir que eles paguem pelo crime ao mesmo tempo que pretende-se retrair comportamentos similares de outros agentes. (TM/JP/IMN)

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