“Drama judicial em Cheringoma”

INTEGRITY-MOÇAMBIQUE, 10 de maio de 2024-Na última segunda-feira, 6 de maio de 2024 alguma imprensa veiculou a informação que dava contas da detenção em Inhaminga, no distrito de Cheringoma, na província de Sofala, de cinco indivíduos, sendo quatro funcionários da empresa Portos e Caminhos de Ferro (CFM) Centro e um comerciante por alegadamente terem desviado de forma sistemática de quantidades não especificadas de combustível daquela firma ferro-portuária.

Sucede que a detenção dos cidadãos foi ordenada de forma arbitrária pela Procuradoria Distrital daquele ponto de Sofala um dia antes de serem expostos ao público.

A procuradoria conforme apuramos, é acusada pelos familiares das vítimas de estarem a fazer caças às bruxas, uma vez que primeiro detiveram o comerciante que há vários anos vende combustível naquele distrito, que aliás, o Governo distrital de Cheringoma tem se socorrido ao mesmo a título de dívidas para abastecer suas viaturas e que o distrito tem umas contas de combustível a pagar para com o cidadão.

Após deter o referido cidadão foi atrás de funcionários dos CFM afectos à estação de Inhaminga, de primeira deteve três destes e de seguida a procuradoria fez uma chamada para o chefe da referida estação que se encontrava a gozar as habituais folgas e quando se fez ao seu posto de trabalho também foi recolhido às celas sem mais nem menos, explicou um parente à Integrity.

Quer os funcionários dos CFM quer o vendedor de combustíveis de Inhaminga não sabem porquê estão detidos, porque segundo fontes da empresa Portos e Caminhos de Ferro (CFM) Centro nenhuma quantidade de combustível desapareceu durante esses últimos dias na Linha de Sena,  pelo que a detenção dos cidadãos para além de ser sem justa causa, não obedeceu critérios, sendo que um dos quais os mandados de capturas foram exarados pela procuradoria distrital de Cheringoma dois dias depois da detenção dos cidadãos e quando está apercebeu-se que os detidos arranjaram um advogado para os defender.

Porém, o advogado de defesa do chefe da estação de Caminhos de Ferro de Inhaminga tem enfrentando muitas dificuldades para inocentar o seu constituinte, apesar de estar patente a inocência do mesmo que para além de estar encarcerado numas celas, a estação de Caminhos de Ferro de Inhaminga está sem quem orientar as actividades por conta de uma alegada injustiça.

O CFM distancia-se do alegado roubo de combustível perpetrado pelos seus funcionários e o comerciante de combustível em Inhaminga. A empresa jura de pés juntos que não conhece os funcionários da CFM apresentados como seus parceiros no negócio que segundo ele adquiriu o produto algures na província de Sofala.

As locomotivas que circulam na Linha de Sena são abastecidas na cidade da Beira, província de Sofala ou em Moatize, na província de Tete, um facto que conforme aferimos deixa vários questionamentos sobre o funcionamento da PGR, enquanto garante da legalidade.

Refira-se que mediante uma caução a Procuradoria Distrital de Cheringoma liderada pela Procuradora Stela Mussa libertou três dos cinco cidadãos e os dois sendo o comerciante de combustível e o chefe de estação de Caminhos de Ferro em Inhaminga continuam a ver o sol aos quadradinhos, com o intuito de se reunirem provas, e enquanto não se apura a veracidade dos factos, os detidos não têm tido direito a visitas de amigos e familiares. (Pedro Tawanda, em Manica)

 

 

 

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