Filipe Nyusi “despede-se dos seus amigos do Banco Mundial”: O maior financiador das “políticas fotográficas do Governo”

INTEGRITY-MOÇAMBIQUE, 17 de abril de 2024-Quando faltam oito meses para o fim do mandato e alguns dias para que o Partido Frelimo decida sobre o próximo “dono de tudo”, eis que Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da Frelimo e da República de Moçambique decidiu aproveitar a realização da conferência sobre a floresta miombo para ir despedir-se de um dos seus maiores financiadores durante a sua governação (de janeiro de 2015 a janeiro de 2025), com um financiamento que ultrapassa os 5 mil milhões de USD para áreas que produziram mais “fotos elegantes e bem trabalhadas” que emprego e produção agrícola, sectores pelos quais os fundos deveriam ser destinados.

Para quem acompanhou o andamento político dos últimos anos percebe taxativamente sobre como “os fundos canalizados pelo Banco Mundial para projectos como o SUSTENTA, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS), onde a preocupação maior era exibir fotografias de camponeses, jovens recebendo cheques gigantes e os jornais e televisões amplificando um suposto triunfo dos programas financiados e que na realidade não passavam de “uma finta para frente” conforme revelou o Tribunal Administrativo (TA) nas suas auditorias.

Entretanto, ontem (16.04) o Presidente da República, Filipe Nyusi, através da sua página oficial do Facebook, afirmou que “o meu Governo reconhece os jovens moçambicanos como os agentes de mudança e promotores do desenvolvimento socioeconómico do País, o que justifica as nossas acções em iniciativas que visam promover cada vez mais empregabilidade.”

De acordo com Filipe Nyusi, “nesse processo temos contado com o apoio dos nossos amigos a nível internacional e não só, como é o caso do Banco Mundial, cujo Presidente, Ajay Banga, reuni-me com ele em Washington para falar de emprego para jovens.”

Nyusi afirmou que “foi um encontro bom em que o Presidente Ajay Banga reconheceu haver necessidade de juntos trabalharmos para encontrarmos soluções que impulsionam mais empregos, tirando o proveito das potencialidades que o nosso País por si só oferece.”

De referir que os últimos dados oficiais sobre a empregabilidade no País indicam que foram enquadrados em diferentes áreas mais de 450 mil cidadãos, na sua maioria jovens, mas, entretanto, actualmente Moçambique possui mais de 32 milhões de habitantes na sua maioria jovens que grosso deles são desempregados e vivem de actividades remuneratórias temporárias e que no final do dia, acabam sendo enquadrados nas estatísticas governamentais como trabalhadores. (INTEGRITY)

 

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