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«A AJUDA QUE NÃO AJUDA», A ORAÇÃO DO TI BURRUANE!

Por estes dias, encontrei-me a travar conversas com um dos meus tios. Na verdade, tenho muitos tios. Dentre eles, hoje faço referência à Boaventura Burruane. Ganhara o apelido na época colonial. Devido às dificuldades que enfrentara aquando da sua chegada na colonial cidade de Lourenço Marques, de compreender um novo idioma, mostrava-se inflexível no cumprimento das instruções dadas pelos seus supervisores no trabalho. Este gajo é um burro – diziam os tugas.

7 de Abril, 2024
em Integrity Reflexões
Reading Time: 3 mins read
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«A AJUDA QUE NÃO AJUDA», A ORAÇÃO DO TI BURRUANE!
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Por josé Guambe – [email protected]

Voltando à sua comunidade de origem, Ti-Boaventura, caminhava com orgulho. Pensava para com ele, os portugueses gostam de mim, tanto quanto me deram uma alcunha. Va putukesi va ni dunda, va khona ngani Burruane – Proclamava nos seus círculos de bebedeira o taté-Burruane.

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É uma controversa. Burro remete à ignorância, mas ti Burruane é um homem lúcido e esperto nas coisas da vida. Entre conversas, apresentou-me o quadro dos assuntos da família, a doença da tia Ildane; a situação política do país e os perigos de apego exacerbado ao poder, talvez por medo da perda das imunidades para não responder a iminentes e pendentes processos, ou mesmo para não largar a barriga, à margem dos banquetes de exploração dos recursos naturais e minerais de que este país dispõe; e o terrorismo em Cabo Delgado não ficou de fora.

Em tudo quanto falamos, o prato principal, foi o decurso dos projectos de desenvolvimento, realizados no continente africano e em Moçambique, por diversos autores. Contam-se governos (nacionais e estrangeiros), organizações da sociedade civil, organizações não governamentais (ONG´s).

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O pano de fundo do trabalho desenvolvido por estas organizações aparece revestido da expressividade «ajuda». Mas para Ti Burruane, a ajuda destes, é uma ajuda que não é ajuda, porque verdadeiramente não ajuda. – Filho esta ajuda não é autêntica – Afirmou repetidas vezes enquanto discutíamos o assunto, «é uma ajuda que não ajuda».

Estas organizações, partem-nos as pernas e nos oferecem muletas e depois proclamam bem alto que nos estão a ajudar. Esta é uma ajuda que nos custa os recursos da terra e sangue de gente que é a nossa – depois de um longo e profundo silêncio – ti Burruane rematou – filho estas organizações são prolongamento do imperialismo já actualizado, revestido com sofisticadas armas   e de alcance preciso, o que marca uma viragem nos seus modus operandi.

O colono de outrora é o doador e parceiro de hoje. Mudou a nomenclatura, mas a filosofia é a mesma. É o benfeitor que promove projectos de desenvolvimento para ajudar os pobres dos «países pobres» quando os seus pobres jazem na miséria.

Esta ajuda aos pobres, enriquece os ricos dos países ricos e por consequência tira a barriga da miséria dos antigos combatentes, libertadores, promovidos a uma cultura «pequeno-burguesa».

Os recursos da terra, meu filho, as riquezas são uma ameaça quando estamos dispostos num mundo em que ouvimos continuamente, mesmo que no fundo, bem camuflado, o rugido do leão do imperialismo, disposto a devorar os pobres em nome dos seus privilegiados interesses. Menos atentos, as riquezas podem nos empurrar à barbárie, ao terror, à morte, tal como acontece em Cabo Delgado – são os neocolonizadores a fazerem a partilha do País da Marrabenta, tal como foi partilhado o Berço da Humanidade em Berlim entre 1884 a 1885.

Confesso que aquele diálogo com o Ti Burruane não era diálogo, aquilo era verdadeiramente uma oração de sapiência. Empurrava o meu entendimento a revisitar as aulas de geopolítica e relações internacionais. Recordava que na verdade não existe ajuda, mas um mero jogo de interesses, de busca de ganhos sem considerar a sorte de outro (Win Win). Vislumbrava que enquanto os ricos “ajudam” os pobres, os pobres vão ficando mais pobres e dependentes. Esta ajuda não é libertadora, mutila o pobre enquanto sujeito construtor da história.

O pobre deve dizer um basta e aceitar o sofrimento que liberta – Penso que há razão nesse pensamento de Ti-Burruane.

 

Tags: AjudaBurruaneGuambeRecursos
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