A orquestrada intrusão foi prontamente reportada a central de controlo da MRM, que destacou uma equipa de patrulha acompanhada por agentes da polícia para a área designada.
No local do incidente, o pessoal de segurança seguiu o procedimento correto de atuação, aplicando os princípios de uso da força de acordo com as normas internacionais do VPSHR (Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos). Eles tentaram dialogar para persuadir o grupo a abandonar pacificamente a zona concessionada, tendo depois utilizado gás lacrimogéneo e disparado tiros de advertência para o ar.
O grupo de invasores mostrava-se bastante hostil, atirando objectos contra os oficiais de segurança num tom de agressividade crescente. A situação agravou-se, com os membros do grupo a tentaram arrancar as armas da polícia e a atacarem em grande número com recurso a picaretas e catanas.
Dado o risco aa vida, a polícia foi obrigada a fazer uso defensivo das armas de fogo, culminando com o ferimento de três invasores nas pernas. Nenhum dos agentes de segurança nem polícia foi ferido.
O grupo de invasores carregou um dos feridos e dispersou-se. Os outros dois atingidos receberam os primeiros socorros no local, de onde foram levados para o hospital de Montepuez por uma ambulância. A MRM foi, entretanto, informada sobre a morte de ambos no hospital.
As autoridades, a nível nacional e provincial, foram notificadas sobre o incidente. A MRM registou e informou dois anteriores incidentes violentos perpetrados por grupos de invasores nos últimos três meses, resultando em ferimentos de agentes de segurança e dos invasores. Em todos os incidentes, nota-se que os intrusos têm ligações com sindicatos de mineração ilegal.
A MRM desenvolve actividades de comunicação permanentes no sentido de consciencializar as comunidades circunvizinhas (onde os mineiros ilegais se abrigam temporariamente) sobre os perigos da mineração ilegal, para evitar que os indivíduos coloquem em risco a si e aos outros.
Este incidente foi levado ao conhecimento das autoridades de nível nacional e provincial, na esperanca de que acções proactivas sejam levadas a cabo contra aqueles que financiam, facilitam e encorajam o comercio ilegal dos rubis moçambicanos, prejudicando Moçambique e a sua população, devido à perda de vidas e privação das tão necessárias receitas fiscais provenientes dos recursos minerais do país.







