INTEGRITY – MOÇAMBIQUE, 02 de Agosto de 2022 – O Ministério das Finanças da China anunciou a eliminação das taxas alfandegárias para 98% dos produtos importados de 16 países em desenvolvimento, incluindo Moçambique a partir de 01 de Setembro.
Segundo um comunicado divulgado na segunda-feira pelo Ministério, a Comissão de Tarifas Alfandegárias do Conselho do Estado da China decidiu atribuir o estatuto da ‘tarifa zero’ a 16 países.
A maioria dos países contemplados situam-se no continente Africano: Togo, Eritreia, Republica Centro Africana, Guiné Conacri, Ruanda Sudão Chade e primeira base militar no estrangeiro.
Na Ásia, a lista inclui ainda Cambodja e Bangladesh, assim como Laos e Nepal, dois países com quem a China faz fronteira.
O estatuto “tarifa zero” vai também abranger Kiribati, Ilha Salomão e Vanuatu, três dos países visitados em Maio e Junho pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, num périplo que também passou por Timor-Leste.
As ilhas Salomão e Kiribati mudaram recentemente o seu reconhecimento diplomático de Taiwan para Pequim. As ilhas Salomão assinaram ainda um pacto com a China que pode levar ao estabelecimento de uma base naval chinesa no pacífico Sul.
Estatuto “tarifa zero”
O despacho assinado a 22 de Julho, sublinha que o estatuto “tarifa zero” cobre 8.786 tipos de produtos importados.
Moçambique foi eleito em Junho como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para o biénio 2023-2024, contando com apoio da China, um dos membros permanente do Órgão.
O vice-ministro da Agricultura e o Desenvolvimento Rural moçambicano, Olegário dos Anjos Banze, disse em Julho de 2021 que Moçambique queria expandir o comércio agrícola com a China.
Banze fala durante um encontro com o representante permanente da China junto da Organização das Nações Unidas para Alimentação e agricultura, Guang Defu.
O dirigente chinês convidou Moçambique a promover produtos com a castanha de caju, sisal e feijão no mercado chinês. (LUSA)







