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Um grupo de quatro homens amputou braço de um adolescente albino na Zambézia

Um grupo de quatro homens amputou braço de um adolescente albino na Zambézia

Um grupo de quatro homens, ainda não identificados pelas autoridades, amputou o braço de um adolescente com albinismo, pessoas vitimas de mitos e superstições, na província da Zambézia, centro de Moçambique, disse esta quinta-feira o porta-voz da polícia moçambicana.

O crime ocorreu no dia 18 de novembro, no distrito de Ile e os quatro homens terão levado o adolescente, de 14 anos, que dormia numa varanda, para uma mata e amputado o seu braço direito, disse Sidner Lonzo, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), na Zambézia.

“Eles tentaram também amputar o braço esquerdo, mas fugiram quando se aperceberam da chegada de familiares do adolescente”, referiu à Lusa o porta-voz, acrescentando que a vítima “está sob cuidados e fora de perigo”.

Segundo a polícia, não há ainda nenhum detido, mas suspeita-se que um dos tios do adolescente esteja envolvido no caso.

Em algumas zonas de Moçambique é frequente a morte de albinos para fins obscurantistas.

As pessoas com albinismo têm sido vítimas de perseguições, violência e discriminação devido a mitos e superstições, que incluem o uso de órgãos ou ossadas em rituais, sendo colocadas entre os principais alvos de violações de direitos humanos.

Desde 2014, só em Moçambique, pelo menos 114 pessoas com albinismo desapareceram em circunstâncias não esclarecidas, segundo os últimos dados avançados à Lusa pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH).

O albinismo é uma doença genética caracterizada pela ausência total ou parcial de pigmentos na pele, cabelos e olhos.

Num outro distrito da mesma província, a polícia deteve duas pessoas suspeitas de decapitar, no sábado, uma mulher de 37 anos.

Os detidos fazem parte de um grupo de cinco pessoas, três das quais foragidas, que terão decapitado a mulher numa machamba (campo agrícola) no distrito de Morrumbala e levado a cabeça.

“Os dois suspeitos detidos não estavam na posse da cabeça e dizem que o órgão está com o líder [do grupo]”, referiu Sidner Lonzo.

De acordo com as autoridades, os dois crimes podem estar relacionados a motivos supersticiosos e, na maioria dos casos, os criminosos recebem ordens de outras pessoas que pretendem vender os órgãos humanos. (CM com LUSA)

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