Profissionais de saúde anunciam retoma da greve de 21 dias prorrogáveis a partir de amanhã

No dia 1 de junho 2023 pelas 07:00 horas os profissionais de saúde levaram a cabo uma manifestação que culminou com a realização da primeira greve em todo o território nacional, conforme o previsto e devidamente comunicado, com vista a denunciar o estado de escravatura que os profissionais de saúde são submetidos durante a prestação dos seus serviços.

A aludida greve veio a ser suspensa por consenso bilateral entre a comissão representativa do governo e da APSUSM na primeira ronda negocial decorrida nos dias 3 e 4 de junho 2023, com a justificativa de dar espaço ao governo para cumprir com os acordos alcançados, num período de 15 dias. Acordos esses que consistiam:

Melhorar as condições de trabalho e do trabalhador, nomeadamente:

Trabalhar em conjunto para providenciar medicamentos (pois os pacientes são obrigados a permanecer por muito tempo nas bichas das farmácias dos hospitais e não adquirem os respectivos medicamentos), camas hospitalares sem condições (com falta de colchões  ou quando existem estragados, falta de lençóis obrigando os utentes a ter de usar a roupa de cama de casa), falta de alimentação e de alimentação adequada que parece mais para animais do que para pessoas; ambulâncias sem materiais de emergência para o suporte rápido de vida, equipamento de protecção individual não descartável (obrigando os funcionários a comprarem do seu próprio bolso),  e mais exemplos que comprovaremos com imagens ilustrativas.

Quanto às condições do trabalhador o governo afirmou categoricamente não possuir dinheiro para pagar salários adequados aos funcionários da saúde mesmo sabendo que este é um direito adquirido e não um favor.

De tudo quanto foram as inquietações apresentadas pela APSUSM, nenhuma delas foi satisfeita com resultados tangíveis, pois, do lado do Governo, apenas houve reporte de negociações verbais efectuadas com entidades que não puderam ser provadas e que tais negociações realmente ocorreram.

No entanto o governo tem 4.5 mil milhões de meticais para gastar nas eleições de outubro próximo, também comprou 45 viaturas luxuosas avaliadas em 120 milhões de meticais. Contudo não tem dinheiro para comprar uma simples cama hospitalar ou um simples paracetamol.

O governo como sempre se habitou a enganar, pediu uma trégua de 60 dias, os quais serviram para: Ameaçar o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave de morte, fazer perseguições aos membros da associação. O governo não fez esforço para resolver os acordos alcançados resultados nos moldes acordados.

Aquando das negociações a associação reiterou que se dentro dos 60 dias pedidos pelo governo não houvesse a implementação e execução dos acordos no dia seguinte após o término do prazo se retornaria a greve.

Caros compatriotas do que se pôde se ver e se concluir em relação à postura do Governo face às nossas reivindicações, é uma manobra para entreter a nossa classe com falácias, grande falta de vontade de ver a greve terminada e falta de interesse em ver os moçambicanos a poderem gozar do seu pleno direito constitucional à saúde.

Caros compatriotas é pena que o governo não se importe com o bem-estar e a saúde do povo moçambicano, pudera os governantes não as unidades sanitárias públicas e nem nacionais. Nós nos importamos, e não calaremos e nem deixaremos de lutar para obrigar o governo criar condições para prestação de serviços adequados aos nossos utentes.

Nesta senda, após a consulta feita aos membros a nível nacional, não nos resta mais nada a não ser comunicar ao Governo A RETOMA DA GREVE GERAL DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE A PARTIR DAS 07:00 HORAS DO DIA 20.08.2023 COM A DURAÇÃO DE 21 DIAS PRORROGÀVEIS.

Queremos sublinhar que SÓ RETORNAREMOS AS ACTIVIDADES QUANDO AS EXIGÊNCIAS DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE FOREM SATISFEITAS INCLUINDO AS DA CLASSE MÉDICA. (Comunicado de imprensa)

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