Insegurança alimentar aguda em Moçambique: Mais de 3.200.000 de pessoas passam fome

Mais de três milhões e duzentas mil pessoas encontram-se em situação de insegurança alimentar aguda no país.

Segundo a Secretária Executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, as províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia são as que registam maior índice de insegurança alimentar.

 

Leonor Neves explicou que o impacto da última época chuvosa e ciclónica poderá agravar as projecções, para o presente ano, no que diz respeito à segurança alimentar e nutricional.

 

A Secretária Executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional falava em entrevista à Rádio Moçambique, por ocasião das celebrações do Dia Mundial de Alimentos Seguros, que hoje se assinala.

 

Leonor Neves disse que neste momento decorre a atribuição de kits alimentares e de insumos agrícolas, em todo o país, visando reforçar a segurança alimentar nas comunidades. No distrito de Gorongosa, em Sofala, três em cada dez crianças sofrem de desnutrição crónica.

 

O Administrador deste distrito, Pedro Mussengue, diz que as autoridades estão a levar a cabo, acções de educação nutricional e distribuição de papas enriquecidas para as crianças, para a redução dos casos.

 

“Somos maiores produtores agrícolas e versus temos problemas de desnutrição crónica. Tivemos um estudo de base financiado pelo UNICEF, União Europeia e trouxe à tona aquilo que é a situação do distrito e nos identificamos com os dados e estamos a trabalhar neles. Temos papas enriquecidas lá nas comunidades, também estamos a trabalhar com os líderes comunitários. Os professores, para além de dar aulas, cem por cento de conteúdo pedagógico, também devem-se ocupar em conteúdos locais, no que diz respeito aquilo que está afectar a comunidade”, disse.

 

O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, através do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, divulgou, recentemente, o Relatório de Segurança Alimentar Pós-Colheita-2022.

 

De acordo com o estudo, 38 por cento, dos mais de 30 milhões de habitantes no país, consegue satisfazer as suas necessidades alimentares mínimas. (INTEGRITY/ RM)

 

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