Há semanas, o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) em Cabo Delgado viu o seu anúncio de adjudicação para aluguer de 21 viaturas, durante um ano, no valor de mais de 88 milhões de Meticais, cancelado pelo Ministério da Economia e Finanças. O sector aconselhou que os mesmos fundos fossem aplicados na compra de viaturas.
E a 9 de Maio corrente, a Comissão Nacional de Eleições confirmou o cancelamento da adjudicação de viaturas, cada uma das quais custaria cerca de quatro milhões de Meticais.
No entanto, enquanto as viaturas não são adquiridas, Paulo Cuinica diz que o processo poderá ser afectado negativamente, pois trata-se de meios de extrema importância para a actividade.
“O cancelamento de viaturas pode trazer consequências gravíssimas. Dependemos das viaturas para fazer o apoio logístico, para fazer a recolha e colocação de brigadistas, para fazer a supervisão técnica, que consiste em assistir o equipamento que se encontra avariado, e sem viatura pode ser complicado”, disse Cuinica.
O porta-voz da CNE falava este sábado, em Maputo, durante o lançamento do processo de supervisão do Recenseamento Eleitoral.
“O objectivo é ver, efectivamente, como está a decorrer o recenseamento nos postos, onde temos a possibilidade de interagir, não só com os brigadistas, mas também com os fiscais e eleitores, para vermos se o processo decorre dentro da lei”, explicou, tendo acrescido que se busca, também, com este processo, auscultar os desafios enfrentados, de modo a encontrar soluções locais e rápidas.
Segundo a CNE, estas brigadas passarão de posto em posto, conversarão com os intervenientes no processo para que, desta forma, se minimizem os problemas a que se tem assistido.
O processo de supervisão eleitoral decorre a nível nacional e terá a duração de 10 dias. (Texto O País)